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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Show Tame Impala

Oi gente, quem acompanhava o blog antigamente sabe que eu tinha alguns colaboradores. Então, um deles acaba de voltar para encher nossas cabecinhas com muito conhecimento sobre musica, o senhorito Marquinhos (para quem não conhece o menino, vou deixar as redes sociais do moço no final do post)!! Nosso colaborador esta morando nos Estados Unidos e teve o prazer de ir ao show de uma banda que eu considero pacas e vai nos contar neste post sua linda experiencia.

Cores, luzes, efeitos sonoros e uma Tame Impala muito entrosada. Isso tudo já seria garantia para um belo show de rock, mas o contexto tornou a noite do dia 9 de novembro um momento épico. Lá estava eu, para o primeiro show da turnê do grupo em umas das ruas mais famosas do mundo, a Broadway, que rasga o coração de New York, em um dos lugares mais incríveis da cidade, o imponente e luxuoso Beacon Theatre com seus 85 anos de história. Confesso que por fotos é impossível ver toda a beleza do lugar. Quando cheguei no local (fui a segunda pessoa), fiquei um tempo esperando abrir e já me surpreendi com o que vi da entrada. Lá dentro tudo era ainda mais imponente e magnífico. Deixando um pouco de lado o local, lá estava eu sentado na terceira fila de bancos colado no palco com um copo de Guinness na mão esperando o primeiro show da noite, do multi-instrumentista Delicate Steve e sua trupe, que fizeram um show instrumental excelente, surpreendendo a todos com um som que mistura prog rock, folksy twang, ritmos africanos e surf-rock, com uma pitada de muitos outros ritmos. 
Pra quem não conhece (99,999% das pessoa que vão ler isso), eu super recomendo, o som deles é completamente louco, mas em uma loucura que faz sentido (ou não). Bom, depois do belo show de abertura, as luzes começaram a piscar e lá estava o que pra mim é uma das melhores bandas da atualidade, os australianos do Tame Impala e seu Rock psicodélico perfeito. 
O grupo abriu o show com Be Above It, recheada de efeitos, mostrando que a noite seria um viagem nos sentidos. Na segunda música, eles já entraram de cara com um de seus primeiros sucessos, a excelente Solitude Is Bliss, para todo mundo cantar junto, dançar seguindo o ritmo da guitarra e entrar de vez na vibe. Na terceira faixa, Why Won't You Make Up Your Mind?, você sentia como se a voz de Kevin Parker estivesse dentro de sua cabeça, e a explosão de cores fazia com que você se sentisse sob o uso de drogas de tanto psicodelismo. Mantendo a mesma ideia tivemos a quarta música da noite, It Is Not Meant to Be, pra na sequência a pulsada e grudenta (no bom sentido) Why Won't They Talk to Me?, com seu refrão pra lá de pegado. Na sexta faixa tive um dos momentos mais esperados do show, com a Zeppeliana música Elephant, uma pedrada na mente de todos que estavam ali. Seu riff pesado e forte dava a impressão de tirar nossos pés do chão enquanto balançávamos a cabeça, incrível. Na sequência era hora de relaxar depois da pedrada com todo os efeitos de Endors Toi, para então surpreender-se com Oscilly, onde Parker usa sua guitarra pra rasgar acordes e abusar da distorção enquanto as ondas sonoras criadas eram mostradas no palco. SIM, você podia não só escutar como ver toda as ondas sonoras criadas! 
O show seguiu com um dos hits mais famosos da banda, a brilhante Mind Mischief, onde toda a platéia pode viajar junto com a banda (imaginando o ótimo clipe da música, no meu caso), para depois dar de cara com o outro petardo da noite. Utilizando 3 guitarras, a banda rasgou a noite de New York com a melhor faixa do primeiro disco, a perfeita Half Full Glass of Wine. Pra quebrar o peso, a banda levou todos para uma viagem com Newer Jam, uma jam muito bem tocada e extremamente relaxante, que era seguida pela agitada Alter Ego. Para "finalizar", todo mundo cantou junto a "última" música do show, Apocalypse Dreams com sua grande massa sonora. O show acabou, mas todos sabiam o que vinha pela frente. A banda retornou ao palco com o que talvez seja sua composição mais famosa, Feels Like We Only Go Backwards foi cantada, dançada, pulada e gritada por todos os ali presentes, lembro de uma guria enlouqecida que foi para a frente do palco e convenceu o segurança a ficar ali dançando descontroladamente. Certo ela, era hora de aproveitar os últimos instantes de um show incrível. Após o momento de puro êxtase, a banda despediu-se com Nothing That Has Happened So Far Has Been Anything We Could Control, era hora de dar fim a viagem e desfrutar os últimos momentos de psicodelismo. O show acabou, era retornar ao mundo normal e pegar o metrô para voltar para casa com a certeza que aquele show iria ficar pra sempre na minha memória.


2 Comments:

Bia Moraes said...

Ai como eu queria ter ido <3 Tame Impala é uma das minhas bandas favoritas, ia chorar ao ouvir Apocalypse Dreams e Feels Like We Only Go Backwards (que foi a música que me fez conhecer a banda). Invejinha branca de você, Marcos. hehe

Beijos, Bia (:

http://lovely-utopia.blogspot.com.br/

Marcos Rainier de Sá said...

Realmente foi excelente, a energia do show deles é muito doida! Se um uma hora dessas tiver a chance de ir não pense duas vezes! E aceito sua invejinha branca hehe Beijo.

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